26 de julho de 2008

O MITO DA CAVERNA


O mito da caverna, ou Alegoria da caverna, é uma parábola escrita pelo filósofo Platão, e encontra-se na obra A República (livro VII). Trata-se da exemplificação de como podemos nos libertar da condição de escuridão que nos aprisiona através da luz da verdade.


"Imaginemos um muro bem alto separando o mundo externo e uma caverna. Na caverna existe uma fresta por onde passa um feixe de luz exterior. No interior da caverna permanecem seres humanos, que nasceram e cresceram ali.

Ficam de costas para a entrada, acorrentados, sem poder locomover-se, forçados a olhar somente a parede do fundo da caverna, onde são projetadas sombras de outros homens que, além do muro, mantêm acesa uma fogueira.

Os prisioneiros julgam que essas sombras eram a realidade.

Um dos prisioneiros decide abandonar essa condição e fabrica um instrumento com o qual quebra os grilhões. Aos poucos vai se movendo e avança na direção do muro e o escala, com dificuldade enfrenta os obstáculos que encontra e sai da caverna, descobrindo não apenas que as sombras eram feitas por homens como eles, e mais além todo o mundo e a natureza."

No diálogo, é dada ênfase ao processo de conhecimento, mostrando a visão de mundo do ignorante, que vive de senso comum, e do filósofo, na sua eterna busca da verdade.
O mito da caverna é uma metáfora da condição humana perante o mundo, no que diz respeito à importância do conhecimento filosófico e à educação como forma de superação da ignorância, isto é, a passagem gradativa do senso comum enquanto visão de mundo e explicação da realidade para o conhecimento filosófico, que é racional, sistemático e organizado, que busca as respostas não no acaso, mas na causalidade.

Exemplos mais modernos podem ser o livro Admirável Mundo Novo (Aldous Huxley, 1932) ou o filme Matrix, (Irmãos Wachowski, 1999) (especialmente o primeiro).

Sexo antes, amor depois

Elaine Macedo

Não adianta se esconder Elaine, todos veêm você.

Na fronha do seu tavesseiro tem o desenho de uma bonequinha
que te olha, que te descobriu debaixo desse lençol,
tentando afogar as mágoas na caixa de chocolates que ele te deu.

Como você é criança!
Como você cresceu!
Porquê você não teve medo disto?
Porquê você continua evitando aquilo?
Você é tão confusa garota!
Aaai garota, você é tão gostosa!
E você acredita?
E você não acredita?
Não seja boba, você sofre.
Não leve a sério, você não sofre.
Alma de poeta...(risos)
entrelacei-me não só com um.
Mas não vi poesia que me satisfizesse.
Cadê vocês, metades das laranjas?
Porquê se escondem de mim?
Venham, deixem-me sentir-lhes.
Prometo que não deixo marcas...
hoje.

21 de julho de 2008

DESCONTRAINDO


HEHEHE, boa idéia!

A verdade quer cantar

Elaine Macedo

Não seja tão petulante a ponto de achar que sabe muito.

Inteligência é inimiga da Paixão,
Paixão é minha amiga,
e eu sou Amor.
Sou eu quem construo a vida.
Sou eu quem te traz felicidade.
Plenitude? Só comigo.
Deixe de ser egoísta.
Você não sabe coisa alguma,
e tampouco pode tratar os outros como se soubesse.
Porque se soubesse, realmente, você estaria longe do que é hoje.

E não adianta querer mudar agora, sozinho.
Você precisa de mim.
Deixe-me fundir à você,
e, então, prova o verdadeiro sabor da vida.

A confissão da sua musa

Elaine Macedo

Corro riscos por você e não sei nem se vale a pena.

Torno-me vulnerável e mentirosa.
Pareço tão presa!

Enquanto isso, segues normalmente.
Engraçado como eu não mudei em nada sua vida;
o contrário da minha que agora é caos.

Bom, talvez eu não represente mesmo muita coisa...
É o que percebe-se pelo seu modo de me tratar.
Queixo-me, mas parece não adiantar.
E agora são estas palavras que suportam meu descontentamento.

Mostra-me quem és. Entrega-te à mim.
Quer ser feliz também?
Eu tenho tantos planos.

Confesso, eu não sei como cuidar de você.
Mas eu quero tua vida na minha.
Eu te aprendo, não te preocupes.

Só adianto que não me trate mais como uma mulher.
Eu não sou só mulher, eu sou também deusa.
Não no sentido da beleza, seria muita pretensão,
mas no sentido da divindade,
isto é realidade, eu não sou comum!

19 de julho de 2008

Cartas para depois que eu for

"Sempre pensei em como seria depois que eu morresse e fossem mexer nos meus objetos - para matar saudade e jogar fora tantas tralhas que guardo. Será que achariam graça ou iriam ficar surpresos (ou até mesmo chateados)?

Não guardo nada tão importante, mas com certeza algumas coisas seriam impactantes para algumas pessoas. Por isso, pensei em deixar junto com elas uma carta explicando coisas talvez inexplicáveis.

Já pensou em escrever uma carta para cada pessoa que foi (ou ainda é) especial para você? Uma carta onde você estivesse livre para escrever o que quisesse, já que não estaria mais aqui ao ser lida?

Pensei nisso e em quem seriam essas pessoas. Difícil elencá-las de uma só vez. Aos poucos novos nomes aparecerão, com toda certeza."

Mas de qualquer forma resolvi começar...
e, bom, o blog já é parte disso.

18 de julho de 2008

ABOUT

Todos nós no dia-a-dia ouvimos falar de psicologia e de psicólogos, mas na verdade ainda resta muita confusão entre a sua verdadeira conotação científica e o significado que muitas das pessoas lhes dá।
Pensa-se muitas vezes que psicólogo é aquele que abana com a cabeça e responde assertivamente às questões que se lhe colocam, trazendo milagrosamente a cura para os problemas do paciente (ou cliente, consolente, utente, como lhe queiram chamar).Espera-se dele tudo o que até então não foi conseguido, como que se ele tivesse um poder mágico ou sobrenatural.

Mas afinal qual é o papel do psicólogo, o que é que ele faz, qual o seu âmbito de atuação, e o que o distingue das outras artes?
Psicólogo é um profissional devidamente qualificado, que usa métodos e técnicas científicas, devidamente estruturadas, que actua no sentido da prevenção, promoção e desenvolvimento psicológico, em situações normativas ou não-normativas.
O seu principal foco é o comportamento humano Estuda também situações que se desviam do normal, chamadas psicopatológicas, no sentido clínico Não aborda somente a pessoa, mas sim o indivíduo no seu contexto, que é alvo de múltiplas inter-ocorrências Isto faz todo o sentido, pois o sujeito não vive isolado dos outros, sendo influenciado por todas as determinantes que ocorrem no seu meio. Por exemplo, uma criança pode manifestar problemas de aprendizagem na escola, sendo que por detrás disso estão problemas de sono, instabilidade do humor, problemas e conflitos familiares, desemprego dos pais, meio sócio-económico precário, marginalidade... Portanto, faz sentido analisar-se o sujeito como um todo, não como uma entidade isolada.

O que torna complexa a psicologia e os seus modos de intervenção são, tanto a complexidade de actuação em todos os contextos de inter-relação do sujeito, como a singularidade dos problemas individuais। O que quero dizer com isto é que não há dois sujeitos que tenham o mesmo problema, porque ele não pode ser visto da mesma forma. Assim, a intervenção tem de adaptada a cada pessoa.

Por outro lado, julgo importante precisar que o poder de mudança não cabe somente ao terapeuta, sendo que o paciente exerce um importante papel. Trata-se de um “jogo de cooperação”, em que o terapeuta vai progressivamente concedendo o poder de mudança ao cliente, ajudando-o a alcançar sempre patamares mais elevados, funcionando a terapia como um local de experimentação de comportamentos difíceis de alcançar, e o técnico como uma base de segurança. Tal como as mães para os bebés. Os terapeutas também se preocupam com os doentes (ou deveriam realmente preocupar), e anseiam tanto pela cura como os mesmos. Não sugestionam as pessoas, nem condicionam o seu futuro com promessas irrisórias. Antes, definem objectivos realistas, que visam uma melhoria, ajustamento ou desenvolvimento psicológico dentro dos trâmites normativos.

E a necessidade destes profissionais é tão premente, que todas as pessoas, em qualquer momento da sua vida já necessitaram dos seus serviços, mas que por escassez de recursos ou de informação, estiveram privadas deles.
Pense-se nisso.


(“Copyright” Joana Dias)


1 de julho de 2008

Escondi de mim o quanto pude

Elaine Macedo

Hoje obriguei-me a escrever um pouco.Na verdade voltar a escrever, porque a muito não me transformava em palavras.

Fiz isto porque estou nescessitada: é preciso soltar o ar preso em mim, como se eu o tivesse prendido num daqueles momentos de expectativa e tensão, por não saber o que vai acontecer, e saber que pode acontecer algo trágico.

Agora há paz. Mas dias atrás eu me sentia realmente num momento destes.
Era como mergulhar em águas profundas sem cilindros de ar, ou algo que me indicasse o caminho de volta. Hoje eu tenho tempo, e posso voltar à superfície para buscar a segurança.

Meu Deus, como me sinto bem escrevendo!
É como se eu soubesse que tudo que já escrevi, um dia chegará a ser lido, e não só isso, compreendido. E pode até não ser logo.
Até ficaria alegre, se qualquer dia, quem sabe, quando eu fosse às compras um de meus filhos abrisse meu guarda-roupas e encontrasse ali tudo que guardo de mais íntimo.
E tudo estará escrito com letra desenhada nas páginas coloridas das minhas agendas/diários, guardadas em caixinhas que eu separo por ano.

E se me perguntam o porquê de guardar tantas coisas, coisas que para alguns são apenas bobagens, como a página do meu livro de Espanhol da 8ª série, só porque 'ele' respondeu o exercício e eu tinha agora sua letra para mim. Esta é a resposta. Porque eu escrevo, porque eu guardo cada pedacinho do passado, guardo as pessoas e a influência delas em mim, para que me conheçam, para que me entendam, que me aceitem, que me vejam - e isto vale para mim também.

Poxa, agora que percebi! Falei de filhos já!
Bem, este é um pensamento que misturou-se a mim ultimamente.

Há aqui dentro um desejo urgente de filhos! Não sei o que houve, não perguntem-me o porquê. Só sei que é pureza e sinceridade. Há amor em mim. Amor de mãe em mim!
Bom, o sexo deixou de ser uma idéia ruim, e tornou-se um fato - ruim também. Enfim, ele entrou na minha vida, e depois disto perdi grande parte de mim.
Então sendo assim, por estar tão perto, por estar no caminho de ter meu filho aqui é que eu o desejo tanto.
Isto aliado ao exagero de amor que eu possuo. E que por não ter filhos, ainda, é que tento dispensar , das mais variadas formas possíveis, a todas as pessoas com quem convivo, um pouquinho deste sentimento tão bonito, na esperança de que alguém, que seja pessoa como eu, que também tenha bons sentimentos, possa me retribuir ao menos com um sorriso, que é a fala mais gostosa da alma.